sexta-feira, 29 de maio de 2015

1. O que é o Plano Nacional de Educação?

O Plano Nacional de Educação (PNE) é uma lei ordinária, prevista na 


Constituição Federal, que entrou em vigência no dia 26 de junho de 2014 e 

valerá por 10 anos. Ela estabelece diretrizes, metas e estratégias de 

concretização no campo da educação. A partir do momento em que o PNE 

começa a valer, todos os planos estaduais e municipais de Educação devem 

ser criados ou adaptados em consonância com as diretrizes e metas 

estabelecidas por ele.

2. Quais são as metas do PNE?

O PNE tem 20 metas que abrangem todos os níveis de formação, desde a 


educação infantil até o nsino superior, com atenção para detalhes como a 

educação inclusiva, a melhoria da taxa de escolaridade média dos brasileiros, 

a formação e plano de carreira para professores, bem como a gestão e o 

financiamento da Educação. O plano também dá grande peso ao 

financiamento e ampliação dos invetimentos.
3. Quanto o Brasil investe em educação atualmente?

A porcentagem do investimento público direto em educação, em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) do 

país, foi de 5,3% em 2012, segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio 

Teixeira (Inep). A meta do PNE é que o país passe a investir o equivalente a 10% do PIB em educação. 

Isso deverá significar o montante de R$ 50 bilhões investidos anualmente em educação. Ou seja, o 

dinheiro destinado à educação deverá ser quase o dobro ao fim da vigência do plano, em 2023. 

Lembrando que a meta é que o investimento cresça gradualmente: a ampliação deve ser para 7% do PIB 

nos próximos cinco anos, chegando a 10% no prazo dos cinco anos seguintes.

4. De onde vai sair o dinheiro para aumentar o investimento em educação para 10% do PIB?

A lei de destinação dos royalties do petróleo, sancionada em 2013, estabelece que 75% desses recursos


e 50% do Fundo Social do Pré-Sal serão destinados à educação. Esta é uma das principais fontes para 

se atingir, em 10 anos, a meta equivalente a R$ 50 bilhões anuais para a área. No decorrer da vigência 

da lei deverá também haver uma redistribuição orçamentária, especialmente do governo federal – que 

passará a ter maior participação no investimento total em educação, além da criação de novas fontes de 

recursos que garantam que o objetivo do PNE seja atingido.

5. O que é Custo Aluno-Qualidade Inicial (CAQi)?

No prazo de dois anos a partir da vigência do PNE, será implantado o Custo Aluno-Qualidade inicial 


(CAQi), um valor nacional mínimo que deverá ser invetsido por estudante para garantir a qualidade do 

ensino a cada etapa da educação básica. O indicador será referenciado no conjunto de padrões mínimos 

estabelecidos na legislação educacional, e terá o financiamento calculado com base nos respectivos 

insumos indispensáveis ao processo de ensino-aprendizagem. O CAQi será progressivamente reajustado 

até a implementação plena do Custo Aluno-Qualidade (CAQ).

6. O dinheiro do PNE poderá ser investido na educação privada?


O PNE prevê investimento na educação privada uma vez que estabelece, como estratégia para o 

aumento de matrículas no ensino superior, a ampliação de programas como o Fundo de Financiamento 

ao Estudante do Ensino Superior (Fies) e o Programa Universidade para Todos (Prouni). Para a expansão 

de matrículas na educação profissional, também há a previsão de aumentar a oferta de financiamento 

estudantil que é oferecida em instituições privadas de nível superior.

7. O salário dos professores vai aumentar?


Este é um dos grandes desafios do PNE. Algumas das metas do plano envolvem diretamente o 

professor, a valorização do magistério e o investimento na formação e na carreira de docentes. A meta 

17, por exemplo, estabelece o respeito a profissionais de magistério das redes públicas da educação 

básica, com o objetivo de equiparar seu rendimento médio ao dos profissionais com escolaridade 

equivalente. Portanto, o salário dos professores deve, sim, aumentar. Isto deve acontecer até o final do 

sexto ano da vigência da lei.


8. O PNE vai aumentar o número de vagas em creches?


Sim. A primeira meta do PNE trata da Educação Infantil, e estabelece até o fim da vigência da lei deve-

se ampliar a oferta de vagas em creches para atender pelo menos 50% das crianças de zero a 3 anos. A 

meta é, também, que esta fase do ensino seja universalizada até 2016 para crianças de 4 a 5 anos de 

idade. Ou seja: em 2023, metade das crianças de até 3 anos de idade deverão estar matriculadas em 

creches, e 100% das que têm 4 ou 5 anos de idade devem frequentar a escola.
9. O PNE vai aumentar o número de vagas no Ensino Superior?
Sim. A meta número 12 do Plano é elevar a taxa bruta de matrícula na Educação Superior para 50% e a taxa líquida para 33% da população de 18 a 24 anos, assegurada a qualidade da oferta e expansão para, pelo menos, 40% das novas matrículas, no segmento público.

10. Quem vai fiscalizar o cumprimento do PNE?
O próprio PNE estabelece que a execução e cumprimento deverão ser monitorados de forma contínua, com avaliações periódicas. São responsáveis por esta fiscalização o Ministério da Educação (MEC), a Comissão de Educação da Câmara dos Deputados e a Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado Federal, o Conselho Nacional de Educação (CNE) e o Fórum Nacional de Educação. O monitoramento será realizado por meio de documentos, como estudos do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) que devem ser publicados a cada dois anos durante a vigência da lei para mostrar a aplicação do Plano, e a realização de atividades como Conferências Nacionais de Educação. Os cidadãos que desejarem acompanhar o cumprimento das metas podem monitorar os índices no Observatório do PNE.

*Com informações do Inep, Observatório do PNE e da Campanha Nacional pelo Direito à Educação

http://www.ebc.com.br/educacao/2014/07/entenda-o-pne

Nenhum comentário:

Postar um comentário